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Quando sentimos que todos estamos interligados. Quando a gota se dá conta que é o oceano. Quem não se lembra dos meninos salvos na caverna da Tailândia?
Naquele momento todos estávamos sintonizados na mesma direção, uma consciência ampliada de desejar que tudo desse certo e que todos saíssem bem e salvos dali.
O mundo se uniu, enviou bons votos, mandou especialistas e manifestou a verdadeira natureza humana, que é repleta de amor – bondade.
Sim, a nossa natureza é luminosa, podemos perceber isso em situações especificas, como esse exemplo dos meninos da caverna, como nesta semana a Itália cantando para aliviar a dor e a solidão.
E também, quando silenciamos e nos conectamos com o nosso eu mais profundo, lugar onde os valores mais importantes são vistos, sentidos e se organizam para o melhor.
Os meninos silenciaram e se organizaram em meditação naquela caverna, e não há contraponto ao fato de que isso determinou a saída de quase todos. Um líder budista levou a meditação, fez brotar a calma e a lucidez pelo silencio, pelo cultivo daquilo que há de mais puro na existência, o amor, a cooperação, e a compaixão.
Com esta crise de saúde mundial nos aproximaremos mais dessa natureza humana amorosa, desejaremos profundamente o bem para povos distantes, fechamos os olhos buscando essa conexão amorosa, seja num deus, criador, universo, natureza, em tudo que possa levar o bem a todos, só assim poderemos nos sentir bem também.
Dificilmente, eu nunca vi, uma situação demonstrar tão claramente esta interdependência. Uma pessoa doente pode adoecer tantas outras e uma clareza interdependente faz brotar o sentimento comum, solidário e altruísta.
Essa interdependência nos leva a algo maior, um bem-estar que invade, incomparável!
Todos os princípios científicos da Loving Kindness Meditation – LKM estão aqui, a felicidade genuína está na realização de que todos somos interdependentes.